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Ensaios x normas
A padronização dos ensaios e análises, que é a função básica da normalização, tem como
finalidade principal possibilitar a obtenção de dados confiáveis, de modo a permitir a
comparação entre os diferentes materiais rochosos, independente do laboratório que venha
a realizar os ensaios.
As normas são elaboradas por comissões técnicas ligadas a entidades normalizadoras:
ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), no Brasil; ASTM (American Socitey for
Testing and Materials), nos Estados Unidos; e o CEN (European Committee for
Standardization), nos países da União Europeia.
Importância da amostragem e da escolha do laboratório
Para a realização da caracterização tecnológica propriamente dita, é fundamental a correta
escolha do material e sua amostragem, para que a rocha ensaiada seja totalmente
representativa dos produtos comercializados.
O material enviado ao laboratório pode ser a “rocha bruta” – tradicionalmente dois cubos,
informalmente denominado bloquetes, com dimensões entre 30 cm e 35 cm, livre de fraturas
ou quebras – ou corpos de prova devidamente preparados de acordo com as normas a
serem seguidas, todos devidamente identificados. Placas de rochas já beneficiadas e
processadas também constituem amostras, quando o ensaio assim o exigir.
Os ensaios são realizados em corpos de prova, com dimensões especificadas nas próprias
normas, com o uso de equipamentos e instrumentos específicos, que devem estar
calibrados e em bom estado de funcionamento.
IMPORTANTE: o rigoroso atendimento às orientações das normas, no tocante à
preparação de corpos de prova e, é claro, na realização dos ensaios propriamente
ditos, é essencial para a obtenção de resultados corretos e confiáveis. Por isso
recomenda-se verificar e, se possível, exigir relatórios procedentes de laboratórios
certificados ou acreditados, para assegurar o cumprimento às normas e a utilização
de equipamentos em bom funcionamento e calibrados.